Araucária: símbolo de São Carlos

O objetivo deste projeto é principalmente o resgate da origem histórica de nosso município, através do plantio de mudas de Araucária brasiliensis em locais públicos diversos, como escolas e praças, fazendo com que as crianças e jovens participem direta e ativamente do processo de preservação das bases de nossa São Carlos do Pinhal. Dessa maneira, daqui a alguns anos, ao se referirem aos acontecimentos históricos do século XXI, as crianças de ontem e adultos de amanhã poderão reportar-se com orgulho sobre a participação no plantio dessas árvores, símbolo principal da nossa cidade.

passaro redimensionado - com legenda

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A História de São Carlos se confunde com a da Araucária…

Publicado no ALMANACK de 1.894 de autoria do “Notável advogado e Eminente Político Dr. CINCINATO CESAR DA SILVA BRAGA, deputado provincial por São Carlos do Pinhal.

“O território que hoje constitui o município de São Carlos do Pinhal, faz parte da vasta zona originalmente occupada pela confederação dos índios guayanazes (goiânã, em tupy correcto), os quaes à quem da Serra do Mar, senhorearam dominios independentes desde epacha que perde-se na obscuridade dos tempos,

Valentes, arrogantes, insubmissosao captiveiro, tinha eles, todavia, costumes brandos e não antropophagos. Martin Afonso, em 1.532, os encontrou nos campos de Piratininga. Tinham hábitos sedentáriose proviam aos mortos como que si fossem para uma segunda vida. É a confirmação desses assertos o facto de ter tribu habitado, ao que por muito tempo, as adjacências da atual Estação da Colônia, da via-ferrea RioClaro. Os primeiros visitadores ou povoadores civilizados desta região ali encontraram ainda cemitério deles e objetos de seu uso.

Attesta Southey (História do Brazil, vol. 6, página 511) que eram bons oleiros, fabricando vasos resistentes ao fogo; Alimentavam-se de caça e fructas silvestre, “PRINCIPALMENTE DE PINHÕES” que faziam grandes depósitos, submetendo-os à um processo semelhante a esse com que para a cerveja se prepara a cevada, Do cultivo “DE PINHÕES” também a tribu expatriada não se obstinha, seguindo dessa cidade à do Rio-Claro, pela via-ferrea, o observador curioso e attendo verá, à direita, 3 ou 4 minutos depois da Estação de Colônia, “UM PINHEIRAL VESTUTO”plantado logo além de um cafezal, por entre o arvoredo da mata. Encontraram-no alli os primeiros conhecedores do terreno. Delle vem a designação “DO PINHAL” dada à Sesmaria em que vegeta; Edesta passou mais tarde a Cidade de São Carlos, por ter sido fundada dentro do perímetro da mesma Sesmaria.”

São Carlos no Brasil

mapas lineares

 

O Brasão

Antes de se tornar definitivamente São Carlos, a nossa cidade foi primeiramente chamada de Sesmaria do Pinhal e em seguida, São Carlos do Pinhal.

O primeiro nome, Sesmaria do Pinhal, deve-se ao fato de existirem, na época do primeiro mapeamento de nossa região, durante o Império, grandes áreas totalmente cobertas por estes pinheiros do Brasil, também conhecidos como araucárias.

A esfinge de São Carlos Borromeu e as cinco araucárias constituem as “armas falantes” da cidade, recordando o nome tradicional de São Carlos do Pinhal.

“Escudo redondo português, encimado pela coroa mural privativa das municipalidades. Em campo de blau (azul), cinco pinheiros do Brasil (Araucária brasiliensis) de ouro, postos em santor. Firmados em chefe, cinco escudetes, dos quais o do centro se avantaja aos outros. Nele se apresenta a efígie de São Carlos Borromeu, patrono da cidade, seu município e diocese. Reveste-se o santo arcebispo de Milão,

brasão - São Carlos

teólogo ilustre e extraordinário filantropo, da cor púrpura cardinalícia recortando a sua entrada na primeira mocidade no Sagrado Colégio, em virtude de seus méritos excepcionais. Assim, a efígie de São Carlos e os cinco pinheiros constituem as “armas falantes” da cidade, recordado o nome tradicional  de São Carlos do Pinhal”.

Afonso d’ Escrgnolle Taunay

 

A Bandeira

A bandeira municipal (Lei nº 4.319 de 23/9/1961) é uma síntese de dois elementos:

– as cores nacionais (verde e amarelo) e as cores municipais (azul e branco);

– o pinheiro de ouro é o símbolo principal da nossa bandeira

saocarlosbandeiraCom a devastação ocorrida durante todos esses anos, a araucária foi desaparecendo das paisagens são-carlenses, apagando assim a memória do elo histórico, símbolo único da chamada Sesmaria do Pinhal.

A partir de 26 de dezembro de 1908, nossa cidade passou a se chamar apenas São Carlos, de acordo com a Lei nº 1.158 da Assembléia Legislativa de São Paulo.

 

→ A araucária

A espécie Araucária angustifólia, popularmente conhecida como pinheiro-do-paraná ou pinho brasileiro.
Quando adulta, esta gimnosperna  atinge alturas superiores a 50 metros, sendo que o diâmetro do caule na base pode ultrapassar 2 metros e o da copa 10 metros. Durante o seu desenvolvimento, quando jovem, seus ramos formam uma copa em forma de cone e quando adulta lembra um candelabro. É planta dióica, isto é, suas flores –masculinas epiminimas nascem separadas em árvores diferentes com inflorescências(chamadas estróbilos), somente masculinas ou somente femininas. As masculinas produzem o pólen, são cilíndricas e crescem lateralmente nos ramos, são mais robustas, mais altas e com folhas mais finas. As femininas produzem os óvulos, crescem no ápice dos ramos, apresentando forma esférica, são árvores mais finas no tronco e mais bonitas, sendo que suas folhas são mais longas, largas e cheias.
De agosto até setembro ocorre o desenvolvimento das estruturas reprodutivas, que transportam o pólen das inflorescências masculinas-androstróbilos(mingote)-para as femininas(ginostróbilos) Entre outubro e novembro ocorre a polinização denominada anemófila, realizada pelo vento.
Apesar de “florir” anualmente entre setembro e outubro as sementes levam aproximadamente 3,5 anos para se formarem.A recuperação e a preservação desta espécie, que era nativa na região e por ser formadora das florestas denominadas Matas de Araucária, que permitem a formação de outras espécies nativas como: Perobas, Urundeúva, Óleos, Sucupiras, Guarantãs, Cedros, Vamos Jantar, Ipês, Cabreúvas, Alecrins, Timbós, Canjaranas, Canelas, Pau d’Alho, Jatobá, Araruvas, Angicos e Faveiros, tem por finalidade desenvolver uma consciência ambiental.

 

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→ A araucária e seu Ecossistema

Na natureza, a espécie ocorre em florestas denominadas Matas de Araucária, no Planalto Sul Brasileiro em altitudes de 600 a 1.200 metros, formando um dos mais belos ecossistemas florestais brasileiros, pois formam com suas copas um extrato acima das demais árvores permitindo em seu interior, a formação de uma grande diversidade de espécies vegetais.
A sua semente, o pinhão, é um importante alimento para muitos animais que vivem nas matas de araucárias, como gralhas, esquilos e bugios, que desempenham um papel importante para a reprodução da araucária, através da dispersão dos mesmos, que precisa de uma alta incidência luminosa para se desenvolver.

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→ Plantio

Época de plantio

Mês de junho

Espaçamento

5 metros

– Cova

30 dias antes do plantio, abrir a cova medindo 50x50x50 cm ou 40x40x40 cm, acrescentar o adubo na camada superior e regas intercaladas. Fazer o plantio com inversão de camadas, de A/B para B/A, utilizando mudas com 60/90 cm de altura.

– Adubação

-Em um terreno arenoso/ácido utilizar 10 litros de esterco de curral ou 5 litros de esterco de galinha
-1 quilo de calcário dolomítico
-200 gramas de superfosfato simples
-100 gramas de amônia.

– Regas

No início regar em dias intercalados

– Formiga

Identificar se estão cortando, em caso positivo, aplicar Mirex/S granulado ou Pica Pau em pó

Adubação anual

-Na época das águas, que vai de dezembro a janeiro, utilizar 5 quilos de esterco de curral ou 2 quilos de esterco de galinha, formando um anel ao redor do caule com aproximadamente 50 cm de distância da planta.
-Após 5 anos, realizar adubação química, 4 14 8, na coroa.

 

→ Colheita de sementes

Colher as sementes após caírem no chão.
Essa queda ocorre entre os meses de abril e maio

 

→ Formação de mudas

O projeto somente terá sucesso se:

– A entrega de mudas for de forma ordenada e com ampla informação sobre a finalidade do mesmo, além das de plantio, manutenção e conservação.

-Houver troca de informações, reuniões, formando assim um Cinturão de Araucária.

Embalagem

Saco plástico com 8 x 20 cm

Adubação

Tipo de terra, substrato(3/1/1), 3 porções de terra escura (700 gr) de barranco, 1 de esterco de curral, 1 de carvão vegetal em pó.

Época para semear

Entre junho e julho

Desenvolvimento da Planta

Até 5 anos forma uma copa tipo cone, após este período, seus ramos lembram um candelabro.

 

→ O autor

Nelson Miguel Maffei

Projeto criado em 10/02/1999
nelson.maffei@giometti.ind.br                                                                            55 16 3371 4011

→ Decretos e Leis

 

  • Decreto nº 133 de 20/12/2001

Prefeito Municipal Prof. Dr. Newton Lima Neto

Artigo 1º – Ficam declaradas imunes de corte todas as árvores, independente de seu tamanho ou idade da espécie Araucária angustifólia, em todo o território municipal.

 

  • Projeto de Lei nº   de 11/04/2002

Sra. Géria Montanari

Artigo 1º – Fica instituído no Município de São Carlos, o Dia da Araucária, a ser comemorado, no dia 25 de abril, durante a Festa do Clima.

 

  •  Lei nº 13.343 de 19/05/2004

Sra. Géria Montanari

Artigo 1º Fica o Poder Executivo Municipal autorizado a incrementar o plantio de árvores da espécie Araucária angustifólia (conhecida também como pinheiro brasileiro), planta símbolo do Município, nas praças e outros espaços públicos da cidade.

 

  • Decreto Presidencial nº 5.433 de 20/04/2005

Emo. Sr. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Artigo 1º – Fica instituído o Dia Nacional da Araucária, a ser comemorado na data de 24 de junho.

 

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Projeto Araucária São Carlos

– Divulgação

– Identificação

– Intercâmbio

– Turismo

– Festa do Clima

– Dia Municipal da Araucária – 25 de Abril

– Dia Nacional da Araucária – 24 de Junho

 O N G – Viva Araucária

 Cria a Comenda “ORDEM DA ARAUCÁRIA”

Artigo 1º – Fica criada a Comenda “ORDEM DA ARAUCÁRIA”, tendo por objetivo homenagear e reconhecer publicamente ação de Preservação Ambiental e Botânica, de árvores da espécie Araucária angustifólia, por ocasião da comemoração do “DIA NACIONAL DA ARAUCÁRIA” em 24 de junho de cada ano.

 

Proposta para discussão sobre Projeto de instalação de um Instituto de Pesquisa e recuperação da Araucária através das unidades instaladas no Município de São Carlos-SP, da Embrapa Pecuária Sudeste e Embrapa Instrumentação Agropecuária.

Objetivo Geral: Recuperar a População de indivíduos da espécie Araucária angustifólia, de forma sustentável, com diversidade genética intraespecífica.

O projeto para a Araucária no município de São Carlos-SP, pelo nosso entendimento, deve possuir 3 vértices e cada um com objetivos específicos:

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Objetivo Específicos:

1 – Técnico-científico

       A – Produção de mudas de qualidade com viabilidade genética representativa da região.

B – Criar coleção de germoplasma “ex-situ”.

C – Acompanhamento fitos sanitários da espécie na região.

D – Avaliar a época de maturação dom pinhão na região.

E – Permitir a diversificação de pesquisa sobre a Araucária.

2 – Sócio-econômico

       Implantação de povoamentos de Araucária (buscar viabilidade econômica). Formação de uma “ONG” (VIVA ARAUCÁRIA).

3 – Cultural

       Resgate da Araucária como fator de identidade das populações humanas locais.

Objetivo específico 3 – Resgate da Araucária como fator de identidade das populações humanas locais

– Meta 3.1 – Mapeamento de todas as manifestações culturais relacionadas à Araucária e da história da espécie na região.

– Meta 3.1 A – Resgatar a origem histórica do Município de São Carlos que era do Pinhal e que seu Brasão contém “Em campo de blau azul, cinco pinheiros do Brasil (Araucária brasiliensis) de ouro, postos em sautor e sua Bandeira, único, resplende dourado na floresta verdejante em campo azul infinito do universo”.

-Meta 3.1 B – Projeto São Carlos do Pinhal – Levante esta bandeira.

Projeto que visa restaurar o nome original e tradicional da nossa cidade.

– Meta 3.1 C – A esfinge de São Carlos Borromeu e mais cinco Araucárias constituem as “armas falantes” da cidade, recordando o nome tradicional de São Carlos do Pinhal.

– Meta 3.1 D – Entrega do dia 24 de junho de cada ano, “DIA NACIONAL DA ARAUCÁRIA” – instituído por Decreto Presidencial de 19 de maio de 2005 da Comenda – “ORDEM DA ARAUCÁRIA”  às pessoas físicas, jurídicas que se destacarem na preservação das Araucárias.

– Meta 3.2 – Elaboração de Plano de Comunicação tendo como partida a realização:

– Meta 3.2 A – “Semana da Araucária” durante a Festa do Clima.

Comemoração no dia 25 de Abril o “ Dia da Araucária” no Município de São Carlos, com distribuição de mudas e em conjunto com o disposto na Meta 2.3 “Festa do Pinhão”.

Concursos de temas sobre Araucária; de música, poesia, fotografia, pintura, artesanato, mural sobre história de pratos com pinhão, etc.

– Meta 3.3 – Parcerias com instituições públicas e ONG´s para difusão de eventos ligados à Araucária.

 

→ São Carlos do Pinhal

Vista aérea

1 – FAZENDA PINHAL

Único bem reconhecido como patrimônio nacional, a Fazenda Pinhal, localizada em terras que pertenceram à Sesmaria do Pinhal, na região sul de São Carlos, é anterior à própria fundação da cidade de São Carlos, que ocorreu em parte de suas terras. A fazenda ganhou destaque especial pela importância política que a família Arruda Botelho, sua proprietária, alcançou durante os períodos imperial e republicano. A partir da década de 1880, período em que a cafeicultura ganha destaque na região, a Fazenda Pinhal aparece como grande produtora de café.

A sede ainda possui a casa grande, os terreiros, a tulha e a senzala (remodelada) do período cafeeiro. A casa da sede começou a ser construída por volta de 1830 e ainda preserva o sistema construtivo da arquitetura paulista colonial: taipa e telhado em telha capa-canal ou telha de coxa. Há referências a reformas e ampliações que ocorreram durante os mais de 180 anos da edificação muito bem conservada.

O conjunto da fazenda foi tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico – SP) em 1981 e pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1987,

Taipa: sistema construtivo em madeira e barro. Telha capa-canal: telha cerâmica (barro queimado) feita artesanalmente.

2 – ARAUCÁRIA

As representações da Araucaria angustifolia fazem parte dos principais símbolos oficiais do Município de São Carlos: o Brasão Municipal e Bandeira Municipal. Conforme relatos históricos, existiam inúmeros bosques constituídos por árvores da espécie Araucária angustifolia, conhecidos como pinhais no Município. Devido a significativa presença destes pinheiros, um dos fundadores de São Carlos recebeu o título de Conde do Pinhal e até o ano de 1908, o município teve oficialmente a denominação de São Carlos do Pinhal.

Como conseqüência da intensa devastação da vegetação nativa que ocorreu ainda no século 19 para formação das lavouras cafeeiras, houve rápido desaparecimento dos bosques de Araucárias na região que foi agravado por possuírem madeira de alta qualidade, muito usada para mobiliário e diversos outros fins.

Em 2001 o Decreto Municipal nº 133 tornou esta espécie imune de corte em nossa cidade, devido a sua importância histórica e seu significado simbólico.

3 – ESCOLA ESTADUAL DR. ÁLVARO GUIÃO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO

Um dos edifícios mais importantes do Município, o Álvaro Guião, como é conhecido, é patrimônio reconhecido pelo Estado de São Paulo, desde 1985. A história da Escola Normal tem um longo processo até sua implantação. Em 1906, a Câmara Municipal de São Carlos aprovou a instalação de uma escola de formação de professores. No entanto, seu funcionamento teve início em 1911, na atual Escola Estadual Eugênio Franco,

A pedra fundamental deste edifício foi lançada em 1913, tendo sido inaugurado em 18 de novembro de 1916. O prédio, em estilo eclético, foi projetado pelo arquiteto alemão Carlos Rosencrantz e seguia o padrão das escolas normais estaduais, sendo o requinte e a monumentalidade suas marcas,

Ecletismo: estilo arquitetônico que prevaleceu durante o século XIX. Seus principais exemplares na cidade são o Alvaro Guião, edifício da Câmara Municipal e os palacetes Conde do Pinhal e Bento Carlos.

4 – CONJUNTO DA CATEDRAL E PRAÇA CORONEL PAULINO CARLOS

Principal referência urbana, a cúpula da Catedral de São Carlos é um guia para moradores e visitantes. A região compreendida entre a Praça Coronel Paulino Carlos (Praça da Catedral) e a Catedral é o marco zero da cidade. Foi nesse local que, em 1857, a primeira capela foi erigida em homenagem a São Carlos Borromeu, criando oficialmente o povoado de São Carlos do Pinhal,

A Praça Coronel Paulino Carlos, localizada em frente a Catedral, também é rica de referências sobre a memória da cidade. Em 1895 a área foi inaugurada como Jardim Público, um ponto de lazer para a sociedade são-carlense, com árvores e flores bem cuidadas e coreto (que ocupou, até o final dos anos 1930, o lugar onde hoje está a fonte luminosa).A Praça possui vários monumentos que marcam momentos da história de São Carlos, como a placa que relembra a visita dos reis da Bélgica à cidade em 1920 e o obelisco comemorativo do centenário de São Carlos, erigido em 1957.

A área traz diferentes edificações que contam parte da história de São Carlos como o prédio que hoje abriga a Farmácia Natureza, o Palacete do Conde do Pinhal, o Palacete Bento Carlos, o Centro Municipal de Cultural Afro-Brasileira Odette dos Santos, o Centro Integrado de Turismo, o edifício que abrigará a sede do Jornal Primeira Página, o Fórum Criminal e Juizado de Menores, o prédio dos Correios e Telégrafos, a Casa da Cultura Prof. Vicente Camargo e a Biblioteca Municipal Amadeu Amaral.

5 – PARQUE ECOLÓGICO

Um dos locais mais visitados de São Carlos, o Parque Ecológico Dr. Antonio Teixeira Vianna possui os maiores recintos de cerrado para animais silvestres do Brasil e caracterizou-se por ser um dos únicos zoológicos brasileiros a especializar-se em manejo de fauna da América do Sul, em especial as espécies ameaçadas do Brasil.

Com uma área de 72 hectares, o parque é um dos maiores atrativos turísticos de São Carlos e região, recebendo anualmente mais de 200 mil pessoas.

O Parque Ecológico realiza um importante trabalho de preservação por meio da reprodução em cativeiro de diversas espécies, participa ativamente de programas integrados de conservação com outras instituições e já disponibilizou animais selvagens (nascidos no local) para a reintrodução na natureza, no caso específico das emas, símbolo do Parque.

6 – BONDE DA VILA NERY

Em exposição nas praças públicas de São Carlos desde que deixou de circular, em 1969. O Bonde da Vila Nery guarda parte da história e memória urbana de São Carlos. Os bondes chegaram ao Brasil em meados do século XIX, sendo que as primeiras linhas cujos carros funcionavam a vapor foram construídas no Rio de Janeiro, em 1861. Em 1912, através de um contrato assinado com a Prefeitura Municipal, a Companhia Paulista de Eletricidade, recebeu a concessão para explorar o serviço de bondes por 50 anos. Em 16 de junho de 1962 esse contrato expirou e os bondes deixaram de circular no Município,

Restaram poucos modelos de bondes na cidade, como o exposto na praça da ARCESP, conhecida como Balão do Bonde. Inaugurado em 1915, o local era reservado ao lazer das famílias da região e fazia parte do circuito da linha de bonde da Vila Nery. Em 1948, como homenagem à Associação dos Representantes Comerciais do Estado de São Paulo, a praça passou a se chamar ARCESP.

7 – CONJUNTO DA PRAÇA CORONEL SALLES

A Praça Coronel Sales e o seu entorno constituem o coração político e cultural de São Carlos. Originalmente denominada Largo Municipal, por receber em sua área diferentes Prédios públicos nas primeiras décadas de existência da cidade. O primeiro edifício público de São Carlos foi ali instalado, em 1883: um casarão para abrigar a Câmara, Fórum e Cadeia.

Na área circunscrita a praça há ainda o prédio, inaugurado em 1905, da Escola Estadual Coronel Paulino Carlos. Em 1951, o prédio do Fórum e Cadeira foi reformado junto com a Praça Coronel Sales, e ganhou a conformação atual, com acesso principal pela Rua Sete de Setembro, passando, no ano seguinte, a funcionar como Câmara Municipal.

No entorno da Praça ainda podem ser destacados outros edifícios importantes para a história local, como o prédio à Rua Major José Inácio construído para abrigar a sede da Casa Bancária, o Hotel Accacio, na Rua Sete de Setembro, um conjunto de prédios comerciais e a sede social do São Carlos Clube. A Praça Coronel Sales sempre foi famosa por abrigar eventos políticos e culturais; como um dos principais locais de lazer da sociedade são-carlense, para a prática do footing aos domingos, após a missa das 10 da manhã, na Catedral. E, recentemente recebeu um incremento com a inauguração do Museu de Ciências Mário Tolentino.

8 – CACHOEIRA E USINA DO MONJOLINHO

Local de grande beleza, a cachoeira do Monjolinho deu origem à Usina do Monjolinho, que entrou em operação em 1893 e foi a primeira hidrelétrica a ser construída no Estado de São Paulo pela Companhia de Luz Elétrica de São Carlos, O rápido crescimento da demanda de energia elétrica fez com que fosse construída em 1908 uma nova usina, utilizando todo o potencial da queda de água cerca de 80 metros. Em 1986, a usina foi incluída no processo de semi automação implantado pela CPFL, que tinha como objetivo aumentar a produção de energia elétrica. Após sete anos desativada, a CPFL retoma a geração de energia da Monjolinho, e após a instalação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), em 2008, finalmente a cachoeira poderá ser novamente um atrativo natural de nosso Município.

9 – E1 USP

O edifício é o representante mais expressivo da arquitetura moderna em São Carlos e está em processo de tombamento no âmbito municipal. Localizado no atual campus I da USP, foi o primeiro edifício a ser construído, em 1954, e após dois anos passou a ser utilizado por alunos e professores da Escola de Engenharia. Recebeu esse nome pois deveriam ser executados seis blocos iguais no campus,

Projetado por Hélio Duarte, Ernest Mange e Ariaki Kato, expoentes do movimento moderno brasileiro, o edifício possui um sistema estrutural arrojado em concreto armado, resultando em espaços flexíveis e vãos livres no térreo que permitem a circulação e a integração com a praça e a vegetação a seu redor.

Você sabe o que é arquitetura moderna? Por arquitetura moderna se compreende os edifícios realizados no Brasil a partir da década de 1930 e que se caracterizam pela utilização do concreto armado, aço e vidro. A obra mais conhecida no país é a do arquiteto Oscar Niemeyer que construiu o conjunto da Pampulha em Belo Horizonte e a capital do país, Brasília.

10 – ESTAÇÃO CULTURA (Antiga Estação ferroviária de São Carlos)

O prédio que hoje abriga a Estação Cultura foi construído, originalmente, como estação ferroviária e é um dos principais patrimônios do Município, reconhecida pelo Estado de São Paulo, Inaugurada em 15 de outubro de 1884, a ferrovia foi importante no processo de desenvolvimento e urbanização da cidade. Foi ainda ponto de desembarque de imigrantes que vieram para São Carlos desde o século XIX. Em 1886, a estação recebeu a visita oficial do imperador D. Pedro II, momento marcado como uma segunda inauguração do complexo ferroviário,

O prédio principal passou por reforma em 1908, quando ganhou as feições atuais. Seu piso superior foi ampliado e a fachada passou a ter os elementos decorativos característicos do ecletismo predominante no período. Foram acrescidos ainda os portões existentes no saguão de entrada.

11 – FAZENDA SANTA MARIA DO MONJOLINHO

Importante complexo cafeeiro, no século XIX, a Fazenda Santa Maria ostenta uma suntuosa sede eclética, sendo tombada pelo CONDEPHAAT como patrimônio histórico paulista em 2007. Instalada originalmente em terras da Sesmaria do Monjolinho, a fazenda foi formada por Theodoro Leite de Almeida Penteado (1847-1925) a partir da herança recebida de seu pai, José Ignácio de Camargo Penteado.

A Santa Maria possui várias edificações do período cafeeiro: o casarão eclético projetado por Pietro David Cassinelli (1854-1898) – construtor italiano; a capela, a tulha e a casa de máquinas, ainda com o maquinário de beneficiamento de café, e a senzala, modificada para receber os imigrantes após a abolição (1888).

A construção da sede se iniciou em 1887. De acordo com os relatos, o fazendeiro queria entrar no restrito círculo da Corte e, para tanto, tinha como projeto construir um casarão com inspiração européia e assim conquistar o reconhecimento do Imperador Dom Pedro II. Símbolo do poderio econômico do café, a casa da sede foi construída no estilo eclético, explorando diversos elementos desta escola. Devido aos gastos excessivos, Theodoro Penteado mergulhou numa grave crise financeira, redundando no leilão público da fazenda em 1904, que foi adquirida por Cândido de Souza Campos (1868-1953) e está na mesma família desde então.

12 – FESTIVAL CHORANDO SEM PARAR

O festival Chorando Sem Parar marcou nos últimos dez anos a cena cultural de São Carlos. É um evento musical, realizado desde 2004 na Praça Praça Cristiano Altenfeld, conhecida como Praça XV, que tem por objetivo homenagear e divulgar o Choro, estilo musical brasileiro reconhecido internacionalmente,

A programação do festival busca mostrar a variedade de instrumentos e estilos do Choro, do tradicional ao elétrico, e com isso atrair públicos diversos, enfatizando a divulgação deste estilo musical e contribuindo para a crescente respeitabilidade da música brasileira.O evento conta com a participação de músicos locais, instrumentistas brasileiros de renome internacional e músicos estrangeiros e é organizado em parceria por diversas instituições da cidade, como UFSCar, Prefeitura de São Carlos, SESC São Carlos e EPTV.

13 – FOLIA DOS REIS

Manifestação cultural popular, a Folia de Reis é uma das manifestações do catolicismo popular mais difundida no Brasil, que sobrevivem em nossa cidade e enriquecem o patrimônio imaterial de São Carlos. Tendo sua origem nas práticas religiosas do meio rural, a Folia de Reis migrou para as cidades junto com a transferência dos trabalhadores para o meio urbano, passando por transformações e adaptações. Em São Carlos, na década de 1980, foi fundada a Companhia de Reis Estrela Guia. Seus fundadores conheceram a Folia de Reis durante a infância, vivida nas fazendas da região. Em 2003, o poder público, através de uma lei aprovada na Câmara Municipal de São Carlos, criou o Encontro Anual de Companhias de Reis que, além de apoiar e valorizar as companhias locais, estimulou a articulação com companhias de outras cidades da região, contribuindo para a divulgação da prática da Folia de Reis, seus valores, complexidades e peculiaridades. A cidade conta hoje com três companhias: Estrela Guia, Estrela do Oriente e a Divina Luz.

O Patrimônio Cultural Imaterial é formado pelas práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que as comunidades reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. E transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.

14 – VALE DO QUILOMBO

Um dos locais mais bonitos de São Carlos, o Vale do Quilombo guarda os traços da história em meio à mata nativa, e em recuperação, cortado pelo rio Quilombo, nome dado pela presença de um quilombo na região.

15 – UNIVERSIDADES E CENTROS DE PESQUISA

São Carlos é conhecida como a Capital da Tecnologia e recentemente como Capital do Conhecimento, por seu importante pólo científico e tecnológico reconhecido internacionalmente.

Grande parte desse reconhecimento se deve aos dois campi da Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), responsáveis pelo desenvolvimento de pesquisas de ponta e formação de profissionais altamente qualificados através de seus cursos de graduação e pós-graduação nas mais diversas áreas. Além de outras duas instituições de ensino superior particulares, o Centro Universitário Central Paulista (UNICEP) e as Faculdades Integradas de São Carlos (FADISC), que tornam intensa a atividade universitária no Município, que conta com uma população flutuante de mais de vinte mil graduandos e pós-graduandos, boa parte atraída de outras cidades e estados.

São Carlos conta, também, com dois centros de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), duas escolas técnicas – Escola Industrial Paulino Botelho e Senai – além de três incubadoras de empresas, dois distritos industriais, aproximadamente 600 indústrias e mais de 60 empresas de base tecnológica.

 

– Meta 3.3 A – Programação turística com a valorização da paisagem com Araucária e em conjunto com o disposto na meta 3.1

– Meta 3.4 – Estabelecimento e implementação de plano de educação ambiental específica em comunidades, escolas e eventos diversos.

– Meta 3.5 – Necessidade inicial de identificação de parceiros e alocação de recursos (humanos, físicos, financeiros).

 

→ ”Canteiros de Idéias

De simples hobby às terapias médicas, adeptos descobrem os prazeres e benefícios da jardinagem. Ligados à consciência ecológica, a ideia é levar para dentro da sua casa ou apartamento o equilíbrio ára que o homem entenda que ele faz parte da natureza e não o contrário. Em pequenos espaços, apartamentos ou ao ar livre, os jardins ganham atenção especial e funções as mais diversas.                                                                                                                                                                  “É uma forma de as pessoas desestressarem, de interromperem o cotidiano e voltarem a atenção para si mesmas”.                                                                                                                                                              Muitas pessoas nunca tiveram contato com a terra, para tanto, explicamos como escolher a terra, a profundidade em que se põe a semente ou a muda, as regras necessárias e os cuidados para o desenvolvimento da planta. Os benefícios proporcionados pelo contato com as plantas podem ir além do simples alívio do cotidiano desgastante das grandes cidades. Ao cuidar das suas plantas, está indiretamente se auto-cuidando e descobrindo a sua capacidade de criar vida e é possível aprender muito com elas, o bambu é um exemplo, é flexível, pode ir até o chão numa tempestade, mas nunca se quebra.

 

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Banco de mudas de Araucária

Ao incentivar a produção de mudas de Araucárias em suas residências estamos criando uma “Corrente de Araucária” que consiste na entrega das mesmas para plantio. Será feito um cadastro de produtores de mudas e de um de formadores de bosques de Araucárias. Haverá uma ligação entre o produtor e plantador.

 

A fauna e a Araucária

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As Florestas de Araucárias são relitos, ou remanescentes, de uma era de apogeu das gimnospermas (família dos pinheiros), onde estas, devidos ao resfriamento de todo o planeta puderam avançar sobre regiões quentes e substituir as florestas tropicais. Porém com o passar de milhares de anos o clima na terra voltou a esquentar e forçou um recuo das formações de pinheiros, então a Mata dos Pinhais adquiriu a forma e extensão que conhecemos hoje, buscando refugio em áreas altas mais frias, e mais ao sul do Brasil e do Continente americano.

Muito se fala sobre a necessidade de conservar as florestas remanescentes de Pinheiros do Paraná ou Araucárias (Araucárias angustifólia), incentivando sua proteção, desenvolvendo a educação para a conservação e subsidiando o plantio de vastas áreas onde o mesmo foi explorado até a extinção.

Não que estas atitudes não sejam importantes, mas sem uma interação ecológica com a fauna é pouco provável, e quase certo, que estas florestas se desenvolvam mas não ocorram propagação e recrutamento (aparecimento de novos indivíduos) e o ataque de pragas seja uma constante.

Isto ocorre devido ao grande relacionamento desta espécie de árvore com vários agentes dispersores que agem não só carregando pinhões para locais distantes e assim favorecendo a propagação e dispersão, assim como vários destes agentes também predam insetos e parasitas que podem causar sérios danos à árvore.

O exemplo clássico de interação ecológica da Araucária é com a Gralha Azul (Cyanocorax caeruleus), ave típica desta formação florestal, mas também encontrada em outras áreas. Esta ave de porte médio não ultrapassando 200g de peso e de cor azul intenso, associou-se ao pinheiro, visando o pinhão, que lhe serve de alimento nos meses do ano onde a oferta de alimento é pouca, além de come-los a gralha carrega para locais distantes estes pinhões e por vezes os perde, ou são “enterrados” por esta e depois “esquecidos” com isto a floresta pode se dispersar, aumentar e ficar variada geneticamente.

Outra situação importante é que a gralha mexe no “ouriços” de pinhão e derruba vários no chão, ajudando de forma inconsciente um grande número de animais, que não teriam acesso a estes, além disto ela preda insetos e pequenos roedores, que causam problemas ás árvores adultas e jovens.

A gralha azul é importante para as araucárias, disto não se tem dúvida, mas outros tantos animais dependem destas e vice-versa, como macacos, esquilos, cutias, catetos, ratos silvestres, ouriços-cacheiros, e outras espécies, que além de comer o pinhão no alto ou no solo ainda ajudam na dispersão da araucária e de outras plantas associadas a esta formação florestal, criando um ambiente diverso e sadio.

Num raciocínio inverso, ao retirar seletivamente os pinheiros maiores (corte seletivo) ocasiona-se um empobrecimento em cadeia, onde a falta de pinhão, causa a diminuição de indivíduos nas populações de animais associadas a estes, ocasionando perda de biodiversidade e agentes polinizadores, aumento de pragas e comprometendo todo o fragmento florestal e áreas de cultivo de entorno, onde pragas e animais famintos irão certamente se alimentar e causar estragos.

Pode-se com isto concluir que as araucárias são um elo vital na cadeia de estabilidade do ecossistema, e sua proteção e aumento de população beneficiam não somente a esta própria como a todos que vivem nas matas ou no entorno destas.

Incentivar a proteção do Pinheiro do Paraná, traz benefícios a todos, inclusive ao próprio homem.

Fernando Siqueira Magnani
Biólogo formado pela Universidade Federal de São Carlos
Diretor do Parque Ecológico de São Carlos desde 1989
Vice Presidente da Sociedade de Zoológicos do Brasil.

 

P N U M A  (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) – (Corredores de Biodiversidade).

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O Programa das nações Unidas para o meio Ambiente – PNUMA – Conduz um projeto de avaliações denominado – GEO – Global Environmente Out Look  – à ser aplicado à diferentes espaços geográficos ou determinados pela sociedade humana – CIDADES – ESTADOS – PAÍSES – REGIÕES.

Através de parceria com o Ministério de Meio Ambiente, da Agência Nacional das Águas – Ana – e o PNUMA, foi possível a integração de “GEO. BRASIL – Recursos Hídricos” que nos diz em seu item – V – Propostas e Recomendações para um futuro sustentável dos recursos hídricos no Brasil.

Recomendações apresentadas:

“No meio rural, com a atividade, extensivas e intensivas da agropecuária, devem ser priorizadas praticas de manejo e conservação de solos e agia, como o plantio direto e em curvas de nível, barreiras de contenção, de erosão, remanejamento de estradas rurais, matas ciliares e outros; paralelamente deve ser estimulada a consolidação de “corredores de biodiversidade” formação pela união, via matas ciliares, de árvores de conservação e florestas nativas.”

É fundamental que União, Estados e Municípios, consigam articular-se em torno do comprimento de seus respectivos papéis e assimilados por todos os atores envolvidos para ganhar escala e avançar com o ritmo desejado.

 

Projeto de Balaustrada de Parapeito

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A água e a escassez

Vista do espaço, a Terra parece um planeta azul com 72% de sua superfície coberta por água. Quase 1,350 bilhão de Km3 estão disponíveis na superfície do planeta; 97% deste volume é água salgada (mares e oceanos) e 3%, água doce. As camadas de gelo polar constituem três quartos da água superficial. Embora a água doce seja a principal fonte de abastecimento de água das pessoas, só uma pequena parte da totalidade da água disponível na terra (0,3%) é realmente usada com esse propósito.

Há 400 aC., Hipócrates (460-377) já chamava a atenção de seus colegas para a relação entre a qualidade de água e a saúde da população.Foi profético quando disse que o médico “chega numa cidade desconhecida deveria observar com cuidado a água usada por seus habitante”. Entretanto, pouco crédito lhe foi dado e um período subseqüente de obscurantismo durou mais de 2000  de anos.

A partir 1875 e durante os 20 anos seguintes, os cientistas identificaram os microorganismos causadores da lepra, antrax, tuberculose, cólera, pasteurelose, febre tifóide, tétano, praga, etc. Estas descobertas proporcionaram o desenvolvimento da higiene pessoal e da saúde pública, as quais vieram a contribuir para o aumento da expectativa de vida pós-parto, tal como tem ocorrido na Europa nos últimos séculos.

Atualmente, nos países da América Latina e do Caribe, o consumo médio de água é de 200 litros por pessoa/ dia. Contudo, essa quantidade somente reflete aquela usada pelo consumidor. Na realidade, a quantidade de água extraída do ambiente, natural para produzir água potável é maior que a quantidade de água que os usuários recebem. Isto depende das condições de operação das redes e, principalmente, do nível dos vazamentos.

No gerenciamento dos recursos hídricos deve-se considerar os ricos associados ao consumo da água, os quais podem ser coletivos ou individuais, imediatos ou longo prazo. Durante todo o ciclo da água, as descargas isoladas ou a poluição generalizada – sejam industriais, agrícolas ou urbanas – podem comprometer a qualidade da água e torná-la, total ou parcialmente, imprópria para consumo.

Permanentemente as autoridades sanitárias devem oferecer informação ao público, especialmente aos clientes “sensíveis”, para os quais uma mudança na qualidade da água, possa representar um risco potencialmente mortal (pessoas com diálesis). Esta informação é essencial em casos de contaminação acidental, mas também, deve ser proporcionada em circunstância normais, já que a água é o bem mais amplamente consumido no mundo.

Os meios de comunicação, a sociedade organizada e os setor de saúde são sócios totais nesta empreitada. Estão em boa posição para retransmitir informação, especialmente em casos de contaminação acidental. O artigo 9º, inciso VI, da Portaria nº 1469/2000 do Ministério de Saúde, estabelece que as equipes de vigilância sanitárias e as empresas responsáveis pelo tratamento e distribuição de água potável têm a obrigação de informar, rotineira e periodicamente, à população as condições em que a água está sendo fornecida.

Neste contexto, cabe a indagação para a nossa região: onde estão as equipes de Vigilância Sanitária e os responsáveis pela Sabesp que não estão cumprindo aquela obrigação legal???

É importante obter os pontos de vista do público com respeito à quantidade e qualidade da água para consumo, que deve cumprir a citada Legislação Federal, quanto ao atendimento dos padrões de potabilidade. Finalmente, o público deve informar-se, não só com relação à qualidade da água mas também, quanto aos custos que implica usá-las e manter as redes de abastecimento. Isto dará às pessoas um incentivo para não desperdiçar este recurso limitado.

                        Consumos médios de água em atividades específicas:

Indústria

Para produzir 1 litro de cerveja requer-se de 5 a 25 litros de água.

Para produzir 1Kg de cimento requer-se 35 litros de água.

Para produzir 1Kg de aço requer-se de 300 a 600 litros de água.

Para produzir 1 litro de leite requer-se 2,5 a 5 litros de água.

Pra abater 1 cabeça de gado requer-se 500 litros de água.

Para fabricar 1 carro requer-se 35.000 litros de água.

Agricultura

Para produzir 1 Kg de trigo requer-se 1500 litros de água.

Para ordenhar uma vaca leiteira requer-se 80 litros de água.

Para produzir 1 Kg de arroz requer-se 4.500 litros de água.

Uso Urbano

Para lavar 1 metro de sarjeta requer-se 25 litros de água.

Para limpar 1m2 de um mercado requer-se 5 litros de água.

Para suprir o consumo de 1 criança na escola requer-se 100 litros de água por dia.

Para suprir o consumo de 1 residente numa casa de repouso requer-se 250 litros de água por dia.

Para suprir o consumo de 1 paciente num hospital requer-se 450 litros de água por dia.

Uso doméstico

A limpeza das mãos requer 5 litros de água, tomar uma ducha de 20 a 50 litros e um banho de imersão, aproximadamente 80 litros.

A lavagem de pratos requer 20 litros de água quando é manual, e 80 litros quando se usa máquina.

A lavagem de roupas com máquina requer de 50 a 120 litros de água.

Para regar 1m2 de jardim requer-se 17 litros de água.

Para lavar 1 carro requer-se 90 litros de água.

Uma torneira pingando perde 30 mil litros de água por ano.

José Carlos Simões Florençano é engenheiro civil e sanitarista, professor da Universidade de Taubaté (Unitau), Mestre e Doutorado em Ciências Ambientais. Fontes: Agência Basil/ Radiobrás.

Serviços

-É possível salvar a Araucária.

-Araucárias clonadas começam a dar frutos.

-Corrente da Araucária.

-Doenças em coníferas.

-Pesquisas sobre o plantio da Araucária angustifólia.

Sobre o solo – Produção de mudas em viveiros – Semeadura direta no campo

Plantio de mudas – Dormência e germinação.

FONTE/VIVA – Ricardo R. Mercio

-A semente da Araucária – Uma história de Vida.

-Eu à Araucária vivi – Letra e música de Valdo da Silva

-Receitas de Pinhão

 

Para refletir

 

“ O tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,

ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.”

 

“ Preste atenção ao que está fazendo,

O ontem fugiu das mãos, o amanhã ainda não chegou”

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